• Shigella flexneri em cultura

    Shigella flexneri em cultura

  • Microscopia óptica de Shigella sp após coloração de Gram

    Microscopia óptica de Shigella sp após coloração de Gram

  • Microscopia eletrônica de varredura de Shigella sp invadindo uma célula eucarionte.

    Microscopia eletrônica de varredura de Shigella sp invadindo uma célula eucarionte.

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Morfologia

  • As bactérias do gênero Shigella apresentam a forma bacilar.
  • São bactérias Gram-negativas.
  • Não possuem flagelos, sendo  por esta razão bactérias imóveis.
  • Podem apresentar uma fina cápsula de polissacarídeos.

Fisiologia

  • As bactérias do gênero Shigella são bactérias anaeróbias facultativas proliferando tanto na presença como na ausência de oxigênio.
  • Diferem da maioria das linhagens de E. coli por apresentarem baixa atividade metabólica, não fermentado vários carboidratos inclusive a lactose (são lac-).
  • As espécies de Shigella podem sobreviver em ambientes de elevada acidez por curtos períodos de tempo.
  • São mesofílicas proliferando melhor em temperaturas de 35-37º C.

Ecologia

  • O homem é o hospedeiro natural destas bactérias.
  • São liberadas nas fezes em grandes números contaminando o solo, a água e os alimentos.

Taxonomia

  • As bactérias do gênero Shigella pertencem à família Enterobacteriaceae.
  • A primeira descrição foi feita por Kiyoshi Shiga em 1898.
  • Estas bactérias são geneticamente idênticas à E. coli, contudo foram mantidas em dois gêneros separados devido à sua importância como agentes causadores de doenças que já eram bem conhecidas.
  • O gênero apresenta quatro espécies ou grupos sorológicos (A, B, C e D): Shigella dysenteriae, S. flexneri, S. boydii e S. sonnei.

Doenças em Humanos

  • As espécies de Shigella causam a shigelose ou disenteria bacilar,
    principalmente crianças, com a presença de sangue e muco nas fezes.
  • A colite hemorrágica é caracterizada por intensa inflamação e ulceração do intestino.
  • Afetam principalmente a porção final do intestino delgado e o intestino grosso.
  • As espécies de Shigella podem produzir enterotoxinas que provocam a perda de fluidos no intestino. A toxina mais estudada é denominada de toxina Shiga (Stx) e é letal para vários tipos celulares.

Prevenção

  • Como a maioria dos casos de shigelose são veiculados por alimentos, recomenda-se higienizar os alimentos que serão ingeridos crus e evitar o contato de alimentos já cozidos com alimentos e utensílios contaminados.
  • A presença de espécies de Shigella na água pode ser evitada realizando-se a fervura, utilizando-se produtos clorados ou outros métodos de desinfecção da água para consumo humano.

Presença em água para consumo humano

• As células de Shigella podem ocorrer na forma planctônica (livres), formando biofilmes na superfície de algas ou no
interior de amebas de vida livre no ambiente aquático.
• Podem entrar no estado VBNC (viável, mas não cultivável) em sistemas de distribuição, mantendo um baixo nível de atividade metabólica, mas perdendo a capacidade de se multiplicarem em meios convencionais de laboratório.
• São encontradas com certa frequência em águas de poços.
• São sensíveis à cloração, mas podem ser resistentes aos antibióticos e provocarem disenteria de difícil tratamento.

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