• Salmonella enteritidis sorotipo Typhimurium em ágar XLD

    Salmonella enteritidis sorotipo Typhimurium em ágar XLD

  • Microscopia óptica de Salmonella enteritidis sorotipo Typhi para visualização de flagelos

    Microscopia óptica de Salmonella enteritidis sorotipo Typhi para visualização de flagelos

  • Microscopia eletrônica de varredura de Salmonella sp.

    Microscopia eletrônica de varredura de Salmonella sp.

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Morfologia

  • As bactérias do gênero Salmonella apresentam a forma de bacilos.
  • São bactérias Gram-negativas.
  • A maioria das espécies é móvel apresentando flagelos peritríquios (em toda a periferia celular).
  • Apresentam fímbrias (curtos pelos para adesão) que estão envolvidos na formação de biofilmes.
  • Não produzem endosporos.

 

Fisiologia

  • As espécies do gênero Salmonella são bactérias anaeróbias facultativas proliferando tanto na presença como na ausência de oxigênio.
  • Sobrevivem em uma ampla faixa de temperaturas de 5ºC a 47ºC, podendo sobreviver ao congelamento em determinados alimentos.
  • Toleram grandes variações de pH de 4,0 a 9,0.
  • São sensíveis à elevação da concentração salina ( 9% NaCl).

Ecologia

  • As bactérias do gênero Salmonella habitam o trato gastrointestinal do homem e de animais variados como aves, suínos, equinos, bovinos, animais de estimação como caninos, tartarugas, felinos e de animais silvestres.
  • São eliminadas nas fezes e sobrevivem por meses em solos ricos em matéria orgânica sob temperaturas adequadas e em águas naturais.
  • As células de Salmonella são bastante resistentes à desidratação do solo e de alimentos e por esta razão podem causar surtos quando presentes em alimentos desidratados como o leite em pó.

Taxonomia

  • As bactérias do gênero Salmonella pertencem à família Enterobacteriaceae.
  • Atualmente são classificadas em apenas duas espécies:
    a Salmonella bongori e a Salmonella enterica.
  • Esta última com 6 subespécies (Salmonella enterica subespécie enterica; Salmonella enterica subespécies salamae;
    Salmonella enterica subespécie arizonae; Salmonella
    enterica subespécie diarizonae; Salmonella enterica subespécie houtenae e Salmonella enterica subespécie indica).
  • Possuem mais de 2500 sorotipos.
  • Na subespécie I (Salmonella enterica subespécie enterica) os sorotipos podem também receber nomes como sorotipo Enteritidis, sorotipo Typhimurium, sorotipo Typhi e sorotipo Paratyphi.
  • O sorotipo Typhi e o sorotipo Paratyphi infectam exclusivamente o homem, ao passo que os demais infectam uma variedade de espécies animais de sangue quente e frio.

Doenças em Humanos

  • As doenças causadas por salmonelas variam em tipo e em gravidade conforme o sorotipo infectante.
  • Em humanos as salmonelas causam enterite, febre tifoide, sepse,
    meningite, dentre outros quadros.
  • A enterite se caracteriza por inflamação, perda da integridade do
    revestimento intestinal, extravasamento de neutrófilos (leucócitos) nas fezes, resultando em perda de íons e água para as fezes, dor abdominal e febre.
  • A febre tifoide é um quadro mais grave causado pela Salmonella
    enterica subespécie enterica (sorotipo Paratyphi e Typhi).
  • A febre tifoide resulta da disseminação da bactéria a partir do revestimento  intestinal para vários órgãos, inclusive para a vesícula biliar de onde a mesma retorna juntamente com a bile para o ambiente intestinal gerando focos de necrose (morte do tecido) em pontos específicos da parede intestinal.
  • A sepse por salmonela é mais comum em indivíduos imunocomprometidos.

Prevenção

  • Manejar adequadamente as criações de aves para imunizá-las contra as infecções por salmonelas logo após o nascimento evitando que quando adultas realizem a postura de ovos contendo células de Salmonella em seu interior.
  • Evitar manipular ovos e carnes cruas na mesma bancada ou nos mesmos utensílios  onde serão colocados verduras ou frutas que serão consumidas cruas.
  • Higienizar bem as frutas e verduras que serão consumidas cruas.
  • Higienizar bem as mãos após o contato com ovos, carnes e animais, inclusive os de estimação.

Presença em água para consumo humano

• As salmonelas sobrevivem em águas naturais não poluídas, com um mínimo de carbono dissolvido, por mais de 60 dias.
• São encontradas em águas de rios, riachos e águas de reuso utilizadas na irrigação e que não passaram por desinfecção adequada.
• Formam biofilmes em superfícies plásticas e se tornam muito
resistentes aos produtos clorados nesta condição.
• Podem ser encontradas no interior de células de amebas de vida livre na água o que dificulta a sua eliminação por produtos químicos no decorrer do tratamento de água para consumo humano.
• Os surtos de salmonelose veiculados por água clorada são
relativamente raros, sendo associados ao uso de água de poços, minas ou cisternas que não foram submetidas a tratamento químico antes do consumo ou devido à falhas no sistema de armazenamento e distribuição da água tratada ou de águas de recreação.
• É uma das bactérias preocupantes no reuso da água pluvial (água de chuva), pois a água proveniente de telhados geralmente conterá células viáveis de salmonelas provenientes das fezes de aves que pousam sobre as telhas.

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