Campylobacter spp > Atlas > Microbiologia da Água

  • Campylobacter spp em meio seletivo com carvão.

    Campylobacter spp em meio seletivo com carvão.

  • Campylobacter após coloração de Gram mostrando forma espiralada.

    Campylobacter após coloração de Gram mostrando forma espiralada.

  • Microscopia eletrônica de varredura de células de Campylobacter spp.

    Microscopia eletrônica de varredura de células de Campylobacter spp.

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Morfologia

  • As células de Campylobacter spp apresentam-se com forma espiralada.
  • São bactérias Gram-negativas que se coram em rosa pela coloração de Gram.
  • As diferentes espécies de Campylobacter são móveis, com um ou mais flagelos nos polos da célula.
  • As células de Campylobacter apresentam uma cápsula que facilita sua adesão às superfícies vivas ou não vivas possibilitando a formação de biofilmes.

Fisiologia

  • As espécies de Campylobacter são microaerofílicas proliferando melhor em baixas concentrações de oxigênio.
  • Estas bactérias não utilizam carboidratos como fonte de energia, oxidando aminoácidos e ácidos orgânicos.
  • Algumas espécies do gênero Campylobacter são termotolerantes, proliferando de 37º C a 42º C, sendo incapazes de proliferação abaixo de 30º C.
  • As células de Campylobacter são sensíveis à elevação da concentração salina acima de 2%.
  • Tendem a assumir a forma de cocos (esférica) em condições nutricionais adversas.

Ecologia

  • As bactérias do gênero Campylobacter são comuns no ambiente.
  • A maioria das espécies do gênero Campylobacter habita o intestino de vários animais domesticados como aves, caninos, bovinos, suínos, ovinos, sendo também comuns em fezes humanas.
  • Poucas espécies de Campylobacter são de origem ambiental e de animais silvestres.

Taxonomia

  • As bactérias do gênero Campylobacter são classificadas na família Campylobacteriaceae.
  • A espécie mais comum em infecções humanas é a Campylobacter jejuni.

Doenças em Humanos

  • A doença mais comum causada pelas espécies de Campylobacter é a campilobacteriose, uma diarreia aquosa.
  • O quadro diarreico é acompanhado de mal estar geral, febre, anorexia (falta de apetite), dores de cabeça, náuseas, vômitos, calafrios, dores musculares e dor abdominal intensa semelhante a uma apendicite.
  • A infecção por espécies de Campylobacter pode causar disenteria com a presença de muco e sangramento intenso nas fezes.
  • As infecções podem resultar em complicações como a artrite reativa (Síndrome de Reiter) que é caracterizada por inflamação das articulações, lesões na pele, conjuntivite e uretrite.
  • A infecção por Campylobacter pode resultar em uma doença autoimune denominada de Síndrome de Guillain-Barré (SGB ou GBS) que é caracteriza por destruição da bainha de mielina dos nervos periféricos resultando em paralisia flácida aguda com diminuição da força muscular, dos reflexos e da sensibilidade como tem sido observado no Brasil e em vários outros países após as infecções pelo vírus da Zika.

Prevenção

  • Evitar o consumo de carnes e de leite cru.
  • Evitar o contato de carnes cruas com outros alimentos que são consumidos crus ou com alimentos já cozidos.
  • Evitar a ingestão, contato e recreação em águas contaminadas com fezes ou esgoto.
  • Higienizar as mãos após contato com carnes, leites e animais.

Presença em água para consumo humano

  • As espécies do gênero Campylobacter são muito bem adaptadas ao ambiente aquático devido à vários fatores como sua morfologia espiralada, a presença de flagelos e a microaerofilia, por exemplo.
  • As espécies de Campylobacter ocorrem tanto em águas superficiais quanto em águas subterrâneas.
  • Formam biofilmes em tubulações dos sistemas de distribuição.
  • A sobrevivência das células de Campylobacter na água distribuída é dependente da temperatura.
  • Estas bactérias são difíceis de serem detectadas por métodos convencionais em água para consumo humano, exigindo grandes volumes filtrados e meios seletivos para seu isolamento.

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