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Beijou? Pegou. Agora resta saber o quê.

Uma das cenas mais frequentes no carnaval é aquele beijão na boca. Tô falando daquele pra valer, não daquele beijinho sem graça. Aquele beijo cheio de desejo, saliva, língua e sei lá mais o quê. Segundo conta a lenda, beijou, pegou. Agora resta saber o quê. Eu sei bem o quê e já vou lhe explicar.

Falar de um tema como este no carnaval só pode ser sacanagem ou inveja, não acha? Mas não é isso não. Só estou aqui, como sempre, querendo lhe ensinar um pouco mais de microbiologia e aproveitando a onda do carnaval para lhe atrair para este tema tão importante. Espero que todos os seus beijos só lhe tragam prazer e alegria neste carnaval!

Toda vez que multidões se aglomeram, os microrganismos “adoram”. Indivíduos que estão sintomáticos ou aqueles que são portadores assintomáticos e que carregam o microrganismo, mas não apresentam os sintomas entram em contato próximo (e põe próximo nisso!) com hospedeiros não imunes. Você pensa que está fazendo a maior festa? Engano seu, os microrganismos é que estão!

A cavidade oral é um ambiente complexo com vários nichos onde moram comunidades diferenciadas de microrganismos. É um ambiente com disponibilidade de nutrientes, úmido e quente! Até nós que somos mais bobos gostamos disso! A cavidade oral humana apresenta em torno de 600 diferentes espécies microbianas predominantes, sendo dominada por bactérias. Menos da metade desta população pode ser cultivada em laboratório e hoje existem métodos moleculares robustos para desvendar quais espécies moram na boca de cada um de nós, o nosso microbioma oral.

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É muito ser vivo concentrado em um lugar só, não acha? A grande maioria vive agrupada e aderida à superfície epitelial do revestimento da cavidade oral ou na superfície dentária, formando o que se denomina de biofilme. Quando escovamos os dentes, a língua ou a bochecha ou passamos um fio dental a gente desestabiliza e remove alguns membros desta comunidade.

Esta comunidade microbiana da cavidade oral pode viver em equilíbrio com você ou estar envolvida no desencadeamento de doenças como cárie dentária, periodontite, endodontite, dentre outras. Estes são processos infecciosos bastante complexos e pouco compreendidos ainda porque não são desencadeados por uma única espécie microbiana, como ocorre em várias infecções.

Voltando ao beijo e ao carnaval, quando a folia acaba os médicos já sabem que certos tipos de paciente vão aparecer em seus consultórios e a pergunta vai rolar: aproveitou bem o carnaval? Pode saber que ele já está com alguma suspeita sobre o resultado da folia! Ele sabe que vários tipos de infecções são transmitidas pelo beijo e pelas gotículas das secreções respiratórias e sabe também que você não resistiu à tentação!

Vou listar pelo menos algumas das doenças transmitidas pelo beijo e pela saliva. Espero que você não pegue nenhuma delas neste carnaval e que esteja com a sua vacinação em dia. Lembre-se que não existem vacinas para todos os males desta terra e que o mais importante são suas escolhas e os tipos de relacionamentos que você prioriza! Mas se pegar… e pegar uma dessas doenças, já vai saber os sinais e sintomas. Você deve procurar um bom médico! Eu formei muitos deles e espero que eles cuidem muito bem de você!

Vou colocar a lista das que vou descrever logo abaixo. Você decide se alguma delas lhe chamou à atenção e sobre quais você deseja aprender um pouco mais, ok? Bons beijos saudáveis!

  1. Sífilis
  2. Meningite
  3. Poliomielite (paralisia “infantil”)
  4. Doença do beijo (mononucleose infecciosa)
  5. Herpes oral e genital
  6. Citomegalovirose
  7. Caxumba
  8. Rubéola
  9. Influenza (gripe)

Então vamos lá? Anime-se! Aprender é sempre bom!

Sífilis

A sífilis virou uma epidemia em nosso país nos últimos anos e muita gente ainda não está atento a este fato. De 2010 a 2016 foram notificados mais de 200.000 casos de sífilis no Brasil.

As pessoas geralmente sabem que a sífilis é uma doença sexualmente transmissível (DST) e esquece que boca e sexo costumam andar bem juntos nessas horas. É uma doença causada por uma bactéria que mais parece um “miojo”. Na microbiologia quando uma bactéria é longa e espiralada a gente diz que ela é uma espiroqueta. Nome esquisito, não acha? O pior é que esta espiroqueta ainda se chama Treponema pallidum. Só rindo, porque eu não consigo não por maldade nisso tudo! Piroqueta e trepo, me poupe! Não podia causar outra coisa senão uma DST, você não concorda?

Como a bactéria tem a forma espiralada como um saca-rolhas, ela perfura o epitélio gerando uma ferida denominada de cancro. Daí a bactéria se espalha e em cerca de 20 a 30 dias o indivíduo vai apresentar pequenos pontos avermelhados pelo corpo, inclusive na palma das mãos e plantas dos pés. Não existe vacina!

sífilis

O que se recomenda é o sexo seguro, como uso de preservativo. Infelizmente, muitas pessoas não aderem a este comportamento seguro e esquecem também que o sexo oral transmite a bactéria da genitália para a boca e desta boca para outra. Existem preservativos para uso nestes casos e que não são difundidos e nem utilizados pela maioria. Por esta razão a sífilis oral tem se tornado um problema em nosso país. Só resta manter sua boquinha em lugar seguro!

Meningite

Existem meningites virais,  bacterianas, fúngica, dentre outras. Vou focar aqui na bacteriana que é a causa mais comum dos surtos de meningite que você escuta na mídia. De 2007 a 2013, apesar da existência de vacinas, foram confirmados 18.756 casos no Brasil. Parte disso se deve ao fato de 6 a 20% dos indivíduos sadios serem portadores assintomáticos da bactéria causadora da meningite, a Neisseria meningitidis.

Neisseria meningitidis varredura

Estes portadores que não apresentam sintoma algum, estão na folia e muito animados, mas apresentam a bactéria em sua orofaringe. É aí que mora o perigo! A bactéria é transmitida pela saliva ou por gotículas que são liberadas quando espirramos ou tossimos. Portanto, assumindo que eu estou falando a verdade, já não basta parar de beijar, tem que fugir dos espirros e da tosse também? Não há folia que aguente. Cheque logo se está pelo menos vacinado!

O estado de portador é mais comum em jovens de 15 a 25 anos e a cobertura vacinal é importante para reduzir a frequência deste estado de portador nesta população. Apesar deste fato, a doença é mais comum em crianças. O período de incubação vai de 4 a 10 dias e os sintomas são febre, rigidez da nuca, fotofobia, confusão mental, dor de cabeça e vômito. Mesmo com tratamento adequado, 5 a 10% dos pacientes morrem. Portanto, trate de não pegar!

Poliomielite

A poliomielite uma infecção viral aguda que em cerca de 1% dos indivíduos pode evoluir para uma forma mais grave da doença resultando em paralisia. Pelo fato desta forma grave da doença ser mais comum em crianças a doença ficou conhecida como paralisia infantil. É causada pelo Poliovirus (PV), da família Picornaviridae, a mesma família onde estão classificados os vírus da febre aftosa e da hepatite A.

A porta de entrada para o poliovírus é a mucosa oral ou nasofaríngea. O vírus é replicado inicialmente nas tonsilas palatinas (amigdalas), sendo encontrado na saliva. Esta é a principal forma de transmissão dessa virose. O risco de transmissão pela saliva é maior nos primeiros 3 dias da infecção.

Ao ser deglutido, o poliovírus resiste à acidez gástrica e é replicado no epitélio do intestino delgado sendo liberado nas fezes. É por isso que pode-se contrair esta virose nadando em lagos ou rios contaminados com material fecal, por exemplo. Esta doença ainda é um problema em uma vasta região do continente africano.

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A paralisia é resultante da morte dos neurônios que controlam os movimentos musculares (neurônios motores) na medula espinhal. Quanto maior o dano à substância cinzenta, maior a sequela. O desenvolvimento das vacinas com vírus inativado por Salk que é aplicada de forma intramuscular e da vacina com vírus atenuado (a vacina da gotinha) por Sabin fez com que os casos da doença diminuíssem drasticamente.

Mononucleose infecciosa

A mononucleose infecciosa é também conhecida como a “doença do beijo”. É uma virose causada pelo vírus Epstein-Barr (EBV) ou HHV-4 (Herpesvírus humano do tipo 4). Este vírus pertence à família Herpesviridae à qual pertencem também os vírus que causam as duas próximas infecções listadas abaixo. Estes três herpesvírus podem mudar o resultado esperado do seu beijo!

O EBV foi identificado inicialmente em tumores da maxila (Linfoma de Burkitt) de crianças. São tumores que deformam a face e não vou colocar uma foto aqui disso não. Esta foi a primeira demonstração científica de que os vírus podiam causar câncer. Hoje sabemos que vários vírus são oncogênicos. Nunca soube que beijar podia causar isso? A saliva está se mostrando um veículo utilizado por vários microrganismos patogênicos.

Este vírus infecta e prolifera muito bem nas células epiteliais das tonsilas palatinas (amigdalas) de onde são liberados em grande número na saliva atingindo a cavidade oral. Aí nem precisa lhe contar o que isto tem a ver com o beijo, certo?

mononucleose-linfoadenopatia

Outro problema é que ele é capaz de infectar algumas células de nossa memória imunológica (linfócitos B que produzem anticorpos) e daí serem capazes de alterar sua proliferação gerando vários tipos de doenças graves por esta razão.

A mononucleose infecciosa foi descoberta por acaso em 1967 em um estudante chamado Barr que pesquisava com o Dr. Epstein e que apresentou os sintomas clínicos da doenças. O vírus acabou levando o nome da dupla!

A doença é mais comum em jovens. Eu já sou coroa, então se cuida aí. Se você apresentar febre, linfoadenopatia (ínguas) na região do pescoço e faringite após 30 a 50 dias do carnaval, pode ser a danada da mononucleose. Você só vai descobrir bem depois que aquele beijo foi traiçoeiro porque o período de incubação é longo! Procure um médico!

Algo importante de ser lembrado em um país com tantos casos de dengue, Zika e chikungunya é que 8% dos infectados podem desenvolver manchas vermelhas pelo corpo (exantema). Exantema  é uma manifestação clínica comum em muitas viroses. O pior é que se você tomar os antibióticos ampicilina ou amoxicilina achando que é uma faringite bacteriana o exantema pode chegar a 70 ou até 100% dos pacientes.

Herpes

A coisa mais engraçada que já li sobre esta virose foi em um livro de virologia intitulado “The invisible enemy”, escrito por Dorothy H. Crawford. O título do capítulo sobre herpes era: “Unlike love, herpes is forever”, que em português seria “Ao contrário do amor, herpes é para sempre”. Fiquei pensando o que poderia ter acontecido com ela para dizer algo assim. Em termos microbiológicos, o que ela quis dizer é que uma vez herpético, para sempre herpético! Quem tem herpes sabe disso. De tempos em tempos ele se manifesta e é por isso classificada como uma virose latente.

O herpes labial é uma doença muito comum, assim como o herpes genital, e são causadas pelo Herpesvírus humano do tipo I (HHV-I) ou pelo HHV-II. Apenas cerca de 10% dos indivíduos infectados desenvolvem os sintomas no primeiro contato com o vírus. Após multiplicação no epitélio oral, ele migra em uma ramificação nervosa e se mantem dentro do neurônio, sem se proliferar, por tempo indeterminado já que estas células têm vida longa.

herpes latência mecanismo

Quando é reativado, migra de volta e replica nas células do epitélio oral, principalmente no lábio. Nestas ocasiões, ocorre uma sensação de formigamento no nervo e depois um dolorimento, culminando com a formação das vesículas cheias de líquido (bolhas) e de vírus.

Se estas vesículas estouram, você doa milhares de vírus para você mesmo, para as vasilhas, batom ou para seu parceiro beijoqueiro. É por esta razão que a gente não cutuca herpes para ficar bonito mais depressa como algumas alunas já me relataram. Você pode estar espalhando o vírus no seu próprio lábio. O pior dessa história é que a transmissão já se inicia uns três dias antes da formação das vesículas e a pessoa nem sabe que já está compartilhando o vírus do herpes por aí.

Sabe que estou me sentido mal lhe ensinando isso? Caramba, ainda estou na terceira doença e já estou ficando meio deprimida com o beijo.

Citomegalovirose

Esta é mais uma virose causada por um herpesvírus, o citomegalovírus humano (HCMV) ou  HHV-5 (Herpesvírus humano tipo 5).

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Este vírus tem afinidade pelas glândulas salivares e daí tê-lo incluído nesta lista das doenças resultantes do beijar. O vírus pode ainda ser transmitido pelo sangue, sêmen, secreção vaginal, leite materno, urina e transplantes de órgãos.

A maioria das infecções são assintomáticas ou brandas, mas o vírus pode migrar da cavidade oral para diversos órgãos podendo gerar sintomas variados.

YASUDA et al. (2012)
YASUDA et al. (2012)

Em gestantes a preocupação é maior porque o HCMV, como o vírus da Zika, é capaz de vencer a barreira placentária infectando o feto. Isto pode gerar complicações neurológicas como perda auditiva, convulsões e inclusive microcefalia, além de várias outras complicações. Este é um dos motivos pelos quais mães com bebês microcefálicos fazem exames para detecção desta infecção.

Caxumba

A caxumba é uma virose causada pelo Rubulavirus, facilmente transmissível e exclusivamente humana. A saliva é a principal forma de transmissão deste vírus, portanto, se você não for imune ao vírus e beijar alguém infectado, com os sintomas ou não, você poderá ter caxumba. Este vírus também é transmitido nas gotículas liberadas pelo espirro e pela tosse e por isso a cobertura vacinal é tão importante.

caxumba

O período de incubação é de 15 a 18 dias, portanto, no final da folia você nem vai desconfiar que “pegou” caxumba ao pegar o “João” ou a “Maria”. Uma das coisas complicadas é que 5 dias antes de aparecer aquele inchaço na glândula parótida (uma das glândulas salivares), a pessoa já está liberando o vírus na saliva e isto perdura por mais uns 7 dias. Calcula-se que 30% dos adultos desenvolverão apenas um quadro respiratório inespecífico se forem infectados.

O vírus é também liberado na urina por até uns 15 dias, mas a chance desta urina contaminar diretamente o sistema respiratório de outra pessoa é muito baixa. O que “pega” mesmo é o contato íntimo com o doente, e mais especificamente, a troca de saliva! Olha o beijo aí de novo!

Outro achado interessante sobre este vírus é que o mesmo se replica nos ovários e nos testículos. A orquite (inflamação dos testículos) é mais comum na puberdade.

Nas mulheres grávidas, o vírus pode chegar à placenta ou vencer a barreira placentária infectando o feto provocando o aborto espontâneo, por exemplo. Além disso, é excretado no leite materno e infectar o neonato (raro!) gerando sintomas geralmente respiratórios e não o quadro de parotidite vista em 95% dos adultos.

Rubéola

Apesar de ser uma virose associada à infância, ocorre na população adulta provocando uma doença geralmente mais branda com febre, manchas na pele (exantema), dores nas articulações e linfoadenopatia (ínguas) que dura poucos dias.

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É mais uma virose transmitida pela saliva e secreções respiratórias e espero que você seja vacinado. O Rubellavirus pertence à mesma família do vírus da Chikungunya, sabia? A família Togaviridae, mas este NÃO é transmitido por picadas de mosquitos. Nem por isso você deve se descuidar. Repelente é essencial no carnaval. Não deixe de incluí-lo no seu kit da folia!

A transmissão pode ocorrer também por contato com sangue ou urina, mas isso é mais raro. O vírus da rubéola consegue chegar à placenta e infectar o feto. É uma das infecções graves do período gestacional porque pode gerar a Síndrome da Rubéola Congênita.

As consequências são devastadoras afetando a formação de vários órgãos e por isso, em tempos de Zika, torna-se relevante testar se as malformações foram desencadeadas por este vírus. Ambos podem afetar o desenvolvimento do sistema nervoso e do olho, pro exemplo. O vírus da rubéola interfere na divisão celular o que afeta o desenvolvimento de vários órgãos internos. A criança com a síndrome excreta o vírus por 2 a 3 meses após o nascimento, tornando-se uma importante fonte de transmissão desta doença.

Influenza

Este é o nome dado à gripe e dizem que os italianos acreditavam que as epidemias eram resultantes da “influência” do alinhamento dos astros no céu.

A influenza é uma doença que afeta o homem e animais, como aves e suínos, que são as principais fontes de novos vírus que se adaptam aos humanos. A influenza humana é causada pelos vírus da Influenza A, B ou C. Você já deve ter percebido que a cada ano um tipo entra na mídia e recebem nomes como H1N1 ou H7N9. As letras representam dois tipos de glicoproteínas na superfície viral (Hemaglutinina e Neuraminidase) e os números definem o tipo específico destas proteínas.

Influenza

Novos tipos de vírus da gripe são gerados por recombinação do código genético de dois vírus diferentes ou por mutações pontuais. É por isso que a vacina tomada em um dado ano não consegue lhe manter protegido por vários anos e uma nova vacina deverá ser fabricada e aplicada na população que tem o risco de desenvolver doença grave.

Os vírus entram na nasofaringe e se replicam no epitélio do sistema respiratório induzindo a morte de células e sua descamação. Quando espirramos ou tossimos, liberamos aerossóis contendo o vírus e este é assim transmitido para outro indivíduo não imune.

O período de incubação é curto, de 24 a 72 horas, e vai atrapalhar seu carnaval se você não estiver protegido pela vacinação.

A gripe se manifesta com febre, calafrios, dores de cabeça e de garganta, tosse e dura aproximadamente uma semana. É uma doença mais debilitante que um simples resfriado e pode se tornar mais grave em indivíduos idosos ou imunocomprometidos resultando em pneumonia, bronquite, sinusite, conjuntivite e outras “ites” mais.

E o Zika, como fica nessa história?

Apesar de milhares de partículas infecciosas do vírus da Zika já terem sido detectadas em saliva, eu ainda não conheço um relato de um caso no qual este tipo de transmissão tenha sido comprovado. Se você tiver um artigo aí, me envia que eu incluo a informação aqui.

Para finalizar, desejo-lhe beijos calorosos, plenos de afeto e de amor!

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Um abraço e até breve!

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Autora: Professora Lucia Cangussu

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Meu nome é Lucia Regina Cangussu da Silva, mineira quase baiana, bióloga, amante da vida, da família, dos amigos, da natureza e da ciência. Sempre adorei estudar e ensinar. Faço isso desde que me entendo por gente! Faço parte do grande grupo dos “nerds”! Já na graduação na UFMG me apaixonei pelo mundo microbiano logo na primeira aula com as Professoras Betinha e Patrícia. Foi realmente um amor à primeira vista e fico sempre me perguntando o motivo, já que os microrganismos nem sempre são tão bons, bonitos e gostosos como se esperaria! Talvez seja porque, como a maioria dos microrganismos, posso quase ser medida em micrômetros. Este mundo invisível sempre me fascinou e não canso de estudá-lo. Tornei-me o que o meu caro professor Humberto Carvalho condenava... estudante profissional! Lamento, Mestre!